segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Da negação ao desafio


Neste ano houve 68 ordenações de padres diocesanos por toda a França, além de 52 ordenações de religiosos, um total de 120 novos padres. E, conforme as projeções, haverá mais de 6.000 padres na França em 5 anos, contra 15.000 hoje, pois  10.000 entre eles  têm  mais de 65 anos, e 7.000 têm mais de 75 anos.

Como então os 6.000 padres poderão servir as paróquias?  O reitor da grande mesquita de Paris tem ideias sobre uma nova atribuição dos lugares de culto na França e Mons. Michel Dubost, Bispo de Évry, que “prefere que as Igrejas se tornem mesquitas ao invés de restaurantes” passará as chaves. (Le Figaro, 15/06/15).

Diante do declínio inexorável de ordenações, comissões de especialistas propuseram explicações sociológicas. Colóquios entre  especialistas sugeriram interpretações psicológicas, quando a conclusão é cada dia mais demograficamente evidente: os novos padres não são suficientes para substituir os sacerdotes falecidos.

De face para essa queda vertiginosa, um Bispo pediu, há alguns anos,  que fosse deixado “fazer a experiência da Tradição.” Mas em  nome de uma prioridade ideológica, rejeitaram seu pedido:  O concílio não é negociável, a reforma pós-conciliar é irreversível,  as figuras que o acusam devem ser “lefebvristas” e convém tratá-los como tais, com desdém... Esta é a negação da realidade.

Ora, os fatos estão sempre aqui, a experiência da tradição pode então ser feita. Mas para isto devemos recusar energicamente que nosso destino está em declínio. E devemos querer nos servir dos tesouros que oferece a Tradição Bimilenar... Este é o desafio!

(Fonte: http://www.dici.org/actualites/du-deni-au-defi/)

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